A pele que me veste

A PELE QUE ME VESTE é um projeto autoral sobre diversidade e inclusão através da arte. O projeto convida pessoas pretas, trans, gays, gordas, pcd , com síndrome de down, vitiligo, albinismo e outras condições, de ambos os sexos, ao redor do mundo a compartilharem suas histórias e protagonizarem o projeto com toda beleza que existe na diversidade! As inscrições vão até 15/03/2022.

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"O vitiligo apareceu na minha vida quando eu tinha 4 anos de idade, sempre vivi minha infância de forma feliz e tranquila. O problema era na escola, os meninos me chamavam de vários nomes como: onça pintada, dálmata, zebra, rajada e aquilo me agredia muito. Com a terapia e apoio da minha família eu consegui lidar melhor com isso.

 

Minha mãe sempre foi minha fortaleza, sempre me incentivou a nunca esconder minhas manchinhas e isso fez total diferença para que eu conseguisse ser mais livre em qualquer ambiente. Eu sou um eterno desapego de mim mesma, porque a cada ano eu estou diferente, o vitiligo muda como uma metamorfose. Eu gosto de todas as minhas fases e abraço todas com carinho "  

 

- Barbarhat, de Apucarana PR

Conscientiza sobre vitiligo “quebrando padrões e consertando espelhos”.

"Já aconteceu de alguns pais e familiares de amigos não deixarem eles brincarem comigo. Muitas escolas também não me aceitavam. Hoje em dia, muita gente acha que sou criança ou doente como estava no Google. Eu continuo sendo eu mesma, não ligo para o preconceito. Faço as coisas que eu gosto e vou ser feliz "

 

- Vitória, de Brasília-DF

Mobilizou uma campanha que atualizou a definição de síndrome de down no Google em 2021, desmistifica a síndrome de down e promove a luta contra o #capacitismo na sociedade.

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"Minha mãe dizia que eu tava com cara de palhaço e me "aconselhava" a maquiar minhas manchas. Depois que assumi elas e parei de maquiar teve uma vez que eu tava no ônibus a caminho de um evento sobre vitiligo e eu tava super ansioso pois era meu primeiro. Então uma senhora perto de mim apontou para minhas manchas falando que eu tinha que tratar pq eu era um menino bonito e não ia querer estragar meu rosto então TODOS ficaram me olhando. Disse a ela que o que precisava de tratamento era o preconceito dela e ela disse que "só queria me ajudar". Eu tive que permanecer no ônibus enquanto as pessoas me olhavam e aquele dia que tinha tudo pra ser incrível, apenas acabou naquele momento. Imagina que ja me falaram até pra beber sangue de tatu?!

 

Hoje eu ignoro ou digo que não preciso de ajuda nem opinião, que vão ter que se acostumar comigo assim. Eu por anos não podia ir a praia com vergonha das minhas manchas. Hoje se vc quiser me achar nas minhas folgas vou estar na praia mesmo e com as menores sungas."

 

- Roger, do Rio de Janeiro

Venceu a depressão e inspira outras pessoas nas redes sociais.

"Minha deficiência nem sempre é visível então eu sou julgada em algumas situações, como usar uma vaga para deficientes ao estacionar. Ja fui agredida verbalmente por pessoas que achavam que eu não tinha deficiência.
 

Uma das coisas mais difíceis para mim é ter que justificar minha deficiência para os outros. Isso faz parte de quem sou, mas não me define e não sinto necessidade de mostrá-la. Infelizmente, acredito que às vezes sou penalizado por não estar de acordo com a imagem preconcebida de como uma pessoa com deficiência deveria ser.
As deficiências assumem muitas formas, e todas são válidas."

 

- Emmanuelle, do Reino Unido
Sofreu um acidente de moto que paralisou seu braço e mão esquerda e hoje é historiadora de design e modelo.

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“Eu nunca tive muito entendimento sobre preconceito e maldade das pessoas. Na escola minha mãe lidou com o despreparo para receber uma criança com paralisia cerebral e explicarem que ali não havia lugar pra mim. Mas minha mãe foi forte e correu atrás e fiz ensino fundamental e médio em ótimas escolas que me acolheram com carinho. As pessoas questionam o que vai ser de mim porque eu não falo e isso leva muitas dúvidas nas pessoas, e nesse mundo digital que escolhi existe um preconceito enorme e dolorido, as pessoas me chamam de muda, questionam como vou trabalhar como influenciadora se não sei falar?

 

Mas eu falo com meu olhar, com meu carinho, com as frases desconexas que escrevo que somente pessoas sensíveis conseguem entender, e é para essas pessoas que estou aqui , levando meu amor minha sabedoria de um espírito evoluído que aprendeu muito aqui na terra.”

 

-Amanda, de Dois Córregos SP

Combate o preconceito e faz sucesso na web com fotos e vídeos que mostram a paixão por moda e maquiagem.

"Desde que fui diagnosticada com vitiligo aos 12 o pior pra mim era perguntarem se tomei banho com água sanitária. Lembro de finalmente estar confiante o suficiente para ir à piscina e realmente usar um maiô, quando uma jovem gritou da piscina se eu tinha tomado banho com água sanitária. Foi quando eu escolhi esconder minha pele pelos próximos anos.


Se não fossem essas provações que superei eu não seria a mulher forte e maravilhada com a obra de arte gravada em minha pele. A arte me salvou! Quero ser a pessoa que não tive e se posso inspirar alguém isso enche meu coração! Tenho meus dias ruins mas isso não me define e eles não prejudicam minha jornada para a auto-aceitação."

 

- Ash, EUA

É conhecida como "a garota com o mundo pintado em seu corpo" e encoraja o amor-próprio e auto-aceitação

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